Somos os mortos que andam
Sem alma e sem tino
Rompendo a metrópole, pulsando o sangue
Sangue que fingimos não ver escorrer.
Somos as bestas sem olhos
Rondando calçadas povoadas de dor
Com os mesmos passos desvairados
Com os quais seguimos nossa caça cotidiana
Somos a árvore seca do mundo
Imóvel, inútil e indiferente
Arrastada pelo tempo
E vagando pelo mundo sem destino certo
Estamos no centro, somos o núcleo
Protagonistas de um mundo escravizado
Sugamos toda a luz ao nosso entorno
E a transformamos em absolutamente nada.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Terra Infértil
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Selo de Qualidade
Bom, não tenho acessado muito a internet, mas hoje estava no trabalho e acabei entrando meio sem querer no blog da Emily. A supresa foi bem grande quando eu vi que o Outro quintal tinha sido indicado por ela a receber um selo de qualidade.
Fico muito feliz em ver que existe mais gente que passa por aqui e gosta. E com tanta gente boa escrevendo por aí, fico honrada em receber algo assim. Obrigada, Emily
.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
liberdade/felicidade
Se uma coisa necessariamente excluísse a outra, você escolheria ser livre ou ser feliz?
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Um conto, um ponto, um santo.
Não é um conto. É uma história mal escrita que eu ouvi na Praça Tiradentes esse dias.
Mas não tá aqui, tá lá.
http://queroserrockstar.wordpress.com/
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
[en] Cantos.
Quando o amor me falta
Eu busco nos cantos da memória.
Nos cantos escuros e empoeirados e nos de voz doce e melodiosa.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Caldeirão.
A torcida se levanta,
e canta.
Não importa o resultado
Cantaremos até o fim.
Se você nunca chorou, de tristeza ou de alegria, pelo seu time de futebol, você não entende o que eu tô dizendo.
domingo, 15 de agosto de 2010
Faz tempo.
Eu queria um conto, um santo, um ponto.
Um canto lento. O encanto.
A presença, a essência, a alma.
Quero a palavra, o toque
As mãos e as flores.
O brilho nos olhos, as cores
As cores na aura clara.
Na sala, na área, no centro.
O riso dividido e o som do vento.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Meio-amargo.
Não é fácil esquecer.
Só quando se torna inodoro
ou insuficiente, insípido.
Porque pressupõe a falta do gosto
Do doce charmoso que enchia a boca.
Mas se o gosto é azedo
Ele não sai assim, fácil
Ele persiste um pouco, contra a vontade
E quando vai, deixa a gente de cara feia
Mas não de dor. De desgosto.
Só o amargo dói.
E não vai embora, só leva
Não deixa que a boca sinta outros sabores.
Ele fissura a pele, entranha de tal forma na alma
Que a rompe, a fere.
A gente quer esquecer, quer não pensar
Mas a língua sente falta do melado
E lembra.
[Hello, Lacuna.]
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Eu não me reconheço em ti.
É agradável, sereno
Satisfaz e não embriaga,
mas não é minha armadilha.
Não rompe a carne, não sangra o peito
Porque de paz, só quero a vida.
De ti quero o grito, o riso alto e descontrolado.
O gemido rouco e abafado.
A insônia e o fogo do reencontro.
Somos a fuga rápida, os caminhos divergentes.
O brilho nos olhos que nunca existiu.
As bocas trêmulas, que se enconstam e separam com o mesmo ardor.
E a nossa dança ainda encanta. Incomum, inesperada.
Não faz lembrar os outros bailes.
Faz chorar transeuntes ávidos
Que sentem, solitários, nossa dor fingida.
Se incomodam que seja o nosso último ato.
['Cause nothing last forever even a cold november rain.]
domingo, 10 de janeiro de 2010
O primeiro dia.
Mais uma manhã.
Mais uma não.
A mais importante.
A das grandes lutas, das contradições constantes.
A falha óbvia que lacerou, sem piedade, a casca,
e suas raízes.
Enegreceu a essência, fê-la pútrida, a fez cair.
Essa que era torpe e imposta pela falta do ser.
Pela falta de ser, e de pensar.
Abandonar todas as formas, todas as farpas.
Ruir estruturas de sua própria segurança.
Só assim se abre o peito para caminhar o mundo
[... de novo.]