E a gente fica aqui esperando. Que faça sol, que você volte, que o barulho dessas buzinas de merda não me acordem de manhã cedo ou que aconteça um milagre, e mude nossa vida de uma vez só. Esperando que você chegue arrombando a porta e dizendo que eu sou a mulher da tua vida.
E fico sozinha, jogada nessa cama grande demais, contando os mosquitos do teto e fingindo que são estrelas. Fingindo que não sinto essa falta gigante que não cicatriza. Fingindo que talvez em outra dimensão em outro tempo em outro plano você está aqui. Fingindo que esses sonhos de merda que eu tenho toda noite, da gente feliz em algum lugar do mundo, não são uma tentativa doente de não te deixar ir.
Minha cabeça lateja de ressaca e de saudade. Lateja com meus demônios se vingando de mim por ter tentado afogá-los com o whisky que eu roubei do teu armário. Com tua voz no telefone antes de você desligar sem dizer tchau. É essa minha mania de lembrar de você o tempo todo. Ontem eu bebi fernet, porque é o que você tomaria se a gente deixasse de ser idiota e você tivesse comigo.
Porque deveríamos.
domingo, 14 de abril de 2013
A falta.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Nem você, nem eu.
Não é você.
sábado, 29 de setembro de 2012
Long cold lonely winter.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Entressafra.
Eu tinha tudo isso. Uma casa imensa, essa gente, essa falta de cor. Essas almofadas gigantes que me separavam dessa euforia que sabe-se lá porque atinge as pessoas no verão. Eu tinha minha semana de tédio, meus fins de semana de sono e minha falta de esperança. Meus livros, meus filmes que eu sempre usei como roteiro de como sobreviver. Tinha a música, e muito menos de dez razões pra parecer nova se alguém precisasse. Eu tinha essa dor. Que na verdade nem era uma dor. Era só o movimento continuo em direção a nada, o caminho ritmado até o eu-não-sei-o-quê. E que? E quem poderia julgar? Nada é melhor que ruim. Melhor que desespero, depressão, raiva, ódio, melancolia, eu acho. Melhor que chegar e não ter lugar pra você.
E agora? A espuma tá toda espalhada no chão no meio de tanto sol nesse quarto antigo. E meu último travesseiro você me rouba toda noite enquanto me empurra e vira pra parede pra dormir até o mundo acabar. Já não distinguo dia ou noite, e só conheço urgência. E serenidade. E saudade. Meus espelhos tão todos quebrados mas dessa vez não é assim tão pesado. Porque minhas cicatrizes ainda estão no mesmo lugar de antes. Mas se você parece não se importar, por que eu deveria?
Nada é diferente. Tudo está exatamente no lugar que não deveria estar nunca. Eu estou.
[Guess we'll have to wait and see.]
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Neuquen.
E qual seria a diferença se eu tivesse deixado de lado a porra desse medo gigante, e tivesse dito na sua cara o que você sempre soube e nunca quis ouvir? O que mudaria na nossa vida? Na nossa não, na minha e na sua. Não me diga que foi supresa, porque você tava perto o tempo todo. Porque esse límite estúpido, criado pra evitar dramas e envolvimentos desnecessários só existia no plano da idéias, nas conversas tontas depois de tanto vinho e filosofia inútil. Aqui, no mundo real, a gente vivia de carne e sangue. De olhos, pernas, unhas, e essa falta que a gente fingia que ignorava.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Com a porra da tua vida você faz o que quiser.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Não é dor não, moço. É só saudade.
Tem dia que eu acordo assim, sentindo falta..
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Minha história, meu primeiro amigo.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
a gente recupera.
Não olha pra trás, e vai.