quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Libertad.

Yo te nombro.


Poeta: Paul Eluard
Interprete: Nacha Guevara
Musicalizador: Gian Franco Pagliaro


Por el pájaro enjaulado.
Por el pez en la pecera.
Por mi amigo, que está preso
porque ha dicho lo que piensa.
Por las flores arrancadas.
Por la hierba pisoteada.
Por los árboles podados.
Por los cuerpos torturados
yo te nombro, Libertad.

Por los dientes apretados.
Por la rabia contenida.
Por el nudo en la garganta.
Por las bocas que no cantan.
Por el beso clandestino.
Por el verso censurado.
Por el joven exilado.
Por los nombres prohibidos
yo te nombro, Liberdad.

Te nombro en nombre de todos
por tu nombre verdadero.
Te nombro y cuando oscurece,
cuando nadie me ve,
escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad.
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad.
Tu nombre verdadero,
tu nombre y otros nombres
que no nombro por temor.

Por la idea perseguida.
Por los golpes recibidos.
Por aquel que no resiste.
Por aquellos que se esconden.
Por el miedo que te tienen.
Por tus pasos que vigilan.
Por la forma en que te atacan.
Por los hijos que te matan
yo te nombro, Liberdad.

Por las tierras invadidas.
Por los pueblos conquistados.
Por la gente sometida.
Por los hombres explotados.
Por los muertos en la hoguera.
Por el justo ajusticiado.
Por el héroe asesinado.
Por los fuegos apagados
yo te nombro, Liberdad.

Te nombro en nombre de todos
por tu nombre verdadero.
Te nombro y cuando oscurece,
cuando nadie me ve,
escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad.
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad.
Tu nombre verdadero,
tu nombre y otros nombres
que no nombro por temor.
Yo te nombro, Libertad






à Victor Jara


terça-feira, 15 de julho de 2008

Acorda.

A falta de ânimo. Só estava me deixando levar. Sem raciocínio, sem lembrar de acreditar em algo. Sem lembrar por quê. Sem perceber a gente entra no jogo e continua vivendo sem pensar. Se habitua a falta de tempo, se habitua a novela das oito, se habitua a ver mendigo no bairro. Sem se dar conta, a gente se habitua.
Mas eu já fui outra. De outra forma, de outras maneiras. Tinha sonhos e eles adormeceram, se perderam em algum lugar do espaço. Em algum lugar do meu espaço, da minha vida. Essa vida que ficou tão igual, tão... mecânica.

Então eu levanto de outro jeito. Ouço outras conversas, vejo outros olhares. E levanto de novo, de novo e de novo. Até ter certeza que acordei. Até ter certeza que a tevê não me diz mais nada.

Hoje, saio a caça. Busco idéias que sejam minhas, suas e deles. De gente que acordou também. Afinal, é no outro que a gente se encontra.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Poesia.

Meus textos são ruins.

Não consigo colocar em prosa a poesia da vida. Essa poesia imaginária que existe em cada segundo, e que faz questão de não se deixar explicar.
Não se explica porque vive. Ela é tudo, e eu sou incapaz de dominá-la. Ela só exala de meu corpo e se expressa por si, zombando da incapacidade humana de compreendê-la toda.
Hoje a manhã não foi torturante, e o cinza do céu tinha os matizes mais belos. Até o frio se fez familiar pra acompanhar a beleza de tudo.

Minhas míseras palavras não seriam suficientes.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Desinteresse.

Não quero seu amor eterno
Nem suas palavras imóveis e irreais.
Não quero seu tempo, seu desassosego.
Não quero nada.

É assim que o amor se apresenta
Refém das tormentas e das falhas
E e assim que ele se esconde
Evitando mentiras e atitudes perfeitas.


O perfeito é irreal.

















"Porque Está Amanhecendo?
Peço O Contrario
Ver O Sol Se Por" =)

domingo, 20 de abril de 2008

Amanhã.

Desanimada, e com uma prova estúpida pra fazer.
Escrevendo aqui pra trocar os ares. Marx está me enlouquecendo com seu Materialismo Histórico.



Gente em todos os cantos
E onde estão os seus? Em quem você confia?
Pra quem deixaria seu dinheiro se morresse amanhã?
Com quem deixaria seu diário?
Suas paixões platônicas, suas manias secretas?

E seu amor? Quantos sentirão falta?

domingo, 6 de abril de 2008

Sobre o irreal.

Saudade da poesia fresca
Que exalava sua essência doce
E fluia bela e real

Saudade daquele amor nobre
Daquela entrega, daquele prazer
Da confiança desacreditada

Já hoje, meus rabiscos incertos
não têm mais valor
E minhas mãos vivem das lembranças de outrora...

segunda-feira, 24 de março de 2008

Estremece

Ainda pertuba
Tira o sono e a vontade de ficar acordada.
Machuca, corrói e a faz viva
Cada dia mais...

Ela espremeu o horário apertado pra ouvir a voz dele por mais dez minutos. Ele era irritante. A fazia ter vontade de socá-lo, mas não sabia fugir daquela voz grave. E a boca que devagar chegava perto e se afastava, como se brincasse com seu juízo.

As verdades a fizeram querer estar longe agora.
Tinha que ser firme, tinha que ser firme
Mesmo com esse arrepio que lhe subia a espinha ao sentir o suas mãos quentes...

domingo, 23 de março de 2008

Felicidade instantânea

A felicidade instantânea ainda é felicidade,
Porque ela existe enquando durarem as lembranças.




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quarta-feira, 12 de março de 2008

Louva-Deus

Psicótica, psicodélica
Ela acorda em meio
as brumas do reino encantado

Seu doce sorriso infantil
esconde sua mente esperta e maliciosa
Espalha o amor e o desprezo
De acordo com seu próprio desejo

Mata e revive homens
Segue seu próprio destino
interfere no normal
E faz do mundo o que quer

Adormece em meio as trevas
Ouvindo chamarem seu nome
Sentindo o frio gélido do seu corpo
Se espalhar pelo ambiente.

sábado, 8 de março de 2008

Indicação Especial

Bem, bem. A vida anda sem internet, portanto não tem como vir aqui com frequência... Mas a gente sempre dá um jeito.

Hoje vim com um motivo especial: Dedicar esses três selos aí de baixo pra mais uma pessoa. Deixem-me explicar toda a história antes...

Desde de que tenho uns 3 anos que sou apaixonada por esse menino. Era meu melhor amigo, e nossas mães sempre arrumavam fantasias estranhas pra gente. Nós crescemos e junto, além da amizade, a minha admiração por ele. Apesar de nunca termos morado perto, sempre que a gente se encontra parece que nos falamos no dia anterior.
Além de tudo isso, foi por causa dele que resolvi começar a escrever. Um dia, mais uma vez entediada na internet, entrei quase que de brincadeira no fotolog dele, e li textos fantásticos, que muitas vezes parecia que eu mesma tinha escrito. Depois de muitas visitas, resolvi tentar. No começo, escrevia pra mim, em um caderno velho que ninguém tinha acesso. Depois, montei o blog, morrendo de medo dele ler e achar um lixo. Mas enfim, se hoje escrevo, a culpa é inteiramente dele.

Meu primo, meu amigo e, sem puxação de saco, meu grande ídolo. Não só na arte de escrever, mas na vida.

Agora sim, indo direto ao ponto:
O nome desse senhor é Vitor Camargo, e ele mantém o Palavras Cuspidas - http://palavras-cuspidas.blogspot.com/. Textos muito bem escritos, e envolventes. Não dá vontade de parar de ler.

Ninguém merece mais esses prêmios que o Vitor, já que se não fosse por ele, o blog provavelmente nem existiria.



Primo, acho que você não sabia dessa história, mas enfim. Eu amo você, e obrigada.
Ah, e ainda tenho medo... =)