Nesta noite onde o vento cálido toca a face dos sãos, só o desespero me segue. E me acompanha para que os meus não enlouqueçam por minha torpe existência, por minhas vontades insanas.
Meus amores, minhas trapaças. Minha vida. Extingui-la-ei.
Assim mesmo, usando sem jeito a mesôclise do verbo.
Não há então motivo para mais dores.
A solidão é o preço imposto. Pagarei.
Por fim, a vida segue seu rumo.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Nada é bom o bastante.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Libertad.
Yo te nombro.
Poeta: Paul Eluard
Interprete: Nacha Guevara
Musicalizador: Gian Franco Pagliaro
Por el pájaro enjaulado.
Por el pez en la pecera.
Por mi amigo, que está preso
porque ha dicho lo que piensa.
Por las flores arrancadas.
Por la hierba pisoteada.
Por los árboles podados.
Por los cuerpos torturados
yo te nombro, Libertad.
Por los dientes apretados.
Por la rabia contenida.
Por el nudo en la garganta.
Por las bocas que no cantan.
Por el beso clandestino.
Por el verso censurado.
Por el joven exilado.
Por los nombres prohibidos
yo te nombro, Liberdad.
Te nombro en nombre de todos
por tu nombre verdadero.
Te nombro y cuando oscurece,
cuando nadie me ve,
escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad.
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad.
Tu nombre verdadero,
tu nombre y otros nombres
que no nombro por temor.
Por la idea perseguida.
Por los golpes recibidos.
Por aquel que no resiste.
Por aquellos que se esconden.
Por el miedo que te tienen.
Por tus pasos que vigilan.
Por la forma en que te atacan.
Por los hijos que te matan
yo te nombro, Liberdad.
Por las tierras invadidas.
Por los pueblos conquistados.
Por la gente sometida.
Por los hombres explotados.
Por los muertos en la hoguera.
Por el justo ajusticiado.
Por el héroe asesinado.
Por los fuegos apagados
yo te nombro, Liberdad.
Te nombro en nombre de todos
por tu nombre verdadero.
Te nombro y cuando oscurece,
cuando nadie me ve,
escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad.
Escribo tu nombre
en las paredes de mi ciudad.
Tu nombre verdadero,
tu nombre y otros nombres
que no nombro por temor.
Yo te nombro, Libertad
terça-feira, 15 de julho de 2008
Acorda.
A falta de ânimo. Só estava me deixando levar. Sem raciocínio, sem lembrar de acreditar em algo. Sem lembrar por quê. Sem perceber a gente entra no jogo e continua vivendo sem pensar. Se habitua a falta de tempo, se habitua a novela das oito, se habitua a ver mendigo no bairro. Sem se dar conta, a gente se habitua.
Mas eu já fui outra. De outra forma, de outras maneiras. Tinha sonhos e eles adormeceram, se perderam em algum lugar do espaço. Em algum lugar do meu espaço, da minha vida. Essa vida que ficou tão igual, tão... mecânica.
Então eu levanto de outro jeito. Ouço outras conversas, vejo outros olhares. E levanto de novo, de novo e de novo. Até ter certeza que acordei. Até ter certeza que a tevê não me diz mais nada.
Hoje, saio a caça. Busco idéias que sejam minhas, suas e deles. De gente que acordou também. Afinal, é no outro que a gente se encontra.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Poesia.
Meus textos são ruins.
Não consigo colocar em prosa a poesia da vida. Essa poesia imaginária que existe em cada segundo, e que faz questão de não se deixar explicar.
Não se explica porque vive. Ela é tudo, e eu sou incapaz de dominá-la. Ela só exala de meu corpo e se expressa por si, zombando da incapacidade humana de compreendê-la toda.
Hoje a manhã não foi torturante, e o cinza do céu tinha os matizes mais belos. Até o frio se fez familiar pra acompanhar a beleza de tudo.
Minhas míseras palavras não seriam suficientes.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Desinteresse.
Não quero seu amor eterno
Nem suas palavras imóveis e irreais.
Não quero seu tempo, seu desassosego.
Não quero nada.
É assim que o amor se apresenta
Refém das tormentas e das falhas
E e assim que ele se esconde
Evitando mentiras e atitudes perfeitas.
O perfeito é irreal.
"Porque Está Amanhecendo?
Peço O Contrario
Ver O Sol Se Por" =)
domingo, 20 de abril de 2008
Amanhã.
Desanimada, e com uma prova estúpida pra fazer.
Escrevendo aqui pra trocar os ares. Marx está me enlouquecendo com seu Materialismo Histórico.
Gente em todos os cantos
E onde estão os seus? Em quem você confia?
Pra quem deixaria seu dinheiro se morresse amanhã?
Com quem deixaria seu diário?
Suas paixões platônicas, suas manias secretas?
E seu amor? Quantos sentirão falta?
domingo, 6 de abril de 2008
Sobre o irreal.
Saudade da poesia fresca
Que exalava sua essência doce
E fluia bela e real
Saudade daquele amor nobre
Daquela entrega, daquele prazer
Da confiança desacreditada
Já hoje, meus rabiscos incertos
não têm mais valor
E minhas mãos vivem das lembranças de outrora...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Estremece
Ainda pertuba
Tira o sono e a vontade de ficar acordada.
Machuca, corrói e a faz viva
Cada dia mais...
Ela espremeu o horário apertado pra ouvir a voz dele por mais dez minutos. Ele era irritante. A fazia ter vontade de socá-lo, mas não sabia fugir daquela voz grave. E a boca que devagar chegava perto e se afastava, como se brincasse com seu juízo.
As verdades a fizeram querer estar longe agora.
Tinha que ser firme, tinha que ser firme
Mesmo com esse arrepio que lhe subia a espinha ao sentir o suas mãos quentes...
domingo, 23 de março de 2008
Felicidade instantânea
A felicidade instantânea ainda é felicidade,
Porque ela existe enquando durarem as lembranças.
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quarta-feira, 12 de março de 2008
Louva-Deus
Psicótica, psicodélica
Ela acorda em meio
as brumas do reino encantado
Seu doce sorriso infantil
esconde sua mente esperta e maliciosa
Espalha o amor e o desprezo
De acordo com seu próprio desejo
Mata e revive homens
Segue seu próprio destino
interfere no normal
E faz do mundo o que quer
Adormece em meio as trevas
Ouvindo chamarem seu nome
Sentindo o frio gélido do seu corpo
Se espalhar pelo ambiente.