Não olha pra trás, e vai.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
a gente recupera.
sábado, 23 de abril de 2011
laugh at the sun.
terça-feira, 22 de março de 2011
Mentira.
Eu sinto tanto a tua falta.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Talvez a última.
A última vez que eu te vi, não foi na verdade a última. Mas nós sabíamos que era o fim. Ninguém falou sobre isso, e muito ao contrário, sorríamos e não pensávamos. Só sabíamos, mas isso não fazia mal, nem era triste. Era só como tinha que ser.
A última vez que te vi, não a última realmente, esquecemos que tinha um mundo para além dos limites que imaginamos. Mas quem se importa? Fugimos do calor primaveril do Rio de Janeiro, andamos de mãos dadas na chuva, ficamos horas falando bobagem. Todos olhavam sorrindo, mas nós sabíamos. Só nós. Em cada abraço, em cada copo, o gosto de despedida era mais forte. Mas isso não era importante.
A última vez que te vi, ou a penúltima, você salvou minha vida. Mas e daí? Isso não é um privilégio seu. Eu constantemente preciso de alguém pra me tirar da poeira e dos cacos onde insisto em me enfiar. Eu só te salvei do tédio. Salvei tua semana da rotina casa-trabalho-computador.
A última vez que eu te vi, ou talvez não tenha sido a última, foi sem querer. Assim como foi sem querer o querer e o não-querer. Era amor, entrega, carinho. De verdade. Mas com prazo pra vencer. Era a dança de uma valsa só, que encanta, alegra e acaba. Ninguém imaginava. Mas nós sempre soubemos.
Não há mal pior do que a descrença. Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão. [Como dizia o poeta - Toquinho e Vinícius]
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Sobre ser feliz.
Ninguém é feliz sozinho.
Não porque somos seres sociais, que devem viver em comunidade ou algo assim.
Não somos felizes sozinhos porque somos confusos, cheios de imperfeições e altamente falhos. E viver sozinho pressupõe que suportamos de bom grado a nossa própria companhia. E nós não suportamos.
A felicidade só existe quando alguém te ouve pacientemente confessar sua vida medíocre, seus erros e defeitos e te ainda assim te olha com afeição. E te abraça como se o mundo acabasse ali, assim, sem um motivo aparente.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Eu menti pra você.
Por favor, não me culpa. Eu minto pra mim todos os dias. Não por querer, mas por ser várias em um só corpo. Uma reunião de impulsos nervosos compartilhados por várias almas.
Desculpa se exagero, mas tudo isso faz com que eu sinta demais, que eu fale demais, que eu seja demais. E somo a isso minha irresponsabilidade, minha impulsividade escondida pra não te afastar.
E não quero te afastar.
Eu não sei porque, nem o que é.
Mas existe. E me anima a existência nos dias quentes do Rio de Janeiro.
Só peço que fique. Sem nenhum motivo, sem nenhuma certeza.
E não fica com medo. Eu só machuco a mim mesma.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Não-eu.
Eu me olho no espelho, e não reconheço o reflexo.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Terra Infértil
Somos os mortos que andam
Sem alma e sem tino
Rompendo a metrópole, pulsando o sangue
Sangue que fingimos não ver escorrer.
Somos as bestas sem olhos
Rondando calçadas povoadas de dor
Com os mesmos passos desvairados
Com os quais seguimos nossa caça cotidiana
Somos a árvore seca do mundo
Imóvel, inútil e indiferente
Arrastada pelo tempo
E vagando pelo mundo sem destino certo
Estamos no centro, somos o núcleo
Protagonistas de um mundo escravizado
Sugamos toda a luz ao nosso entorno
E a transformamos em absolutamente nada.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Selo de Qualidade
Bom, não tenho acessado muito a internet, mas hoje estava no trabalho e acabei entrando meio sem querer no blog da Emily. A supresa foi bem grande quando eu vi que o Outro quintal tinha sido indicado por ela a receber um selo de qualidade.
Fico muito feliz em ver que existe mais gente que passa por aqui e gosta. E com tanta gente boa escrevendo por aí, fico honrada em receber algo assim. Obrigada, Emily
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
liberdade/felicidade
Se uma coisa necessariamente excluísse a outra, você escolheria ser livre ou ser feliz?