Não é você.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Nem você, nem eu.
sábado, 29 de setembro de 2012
Long cold lonely winter.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Entressafra.
Eu tinha tudo isso. Uma casa imensa, essa gente, essa falta de cor. Essas almofadas gigantes que me separavam dessa euforia que sabe-se lá porque atinge as pessoas no verão. Eu tinha minha semana de tédio, meus fins de semana de sono e minha falta de esperança. Meus livros, meus filmes que eu sempre usei como roteiro de como sobreviver. Tinha a música, e muito menos de dez razões pra parecer nova se alguém precisasse. Eu tinha essa dor. Que na verdade nem era uma dor. Era só o movimento continuo em direção a nada, o caminho ritmado até o eu-não-sei-o-quê. E que? E quem poderia julgar? Nada é melhor que ruim. Melhor que desespero, depressão, raiva, ódio, melancolia, eu acho. Melhor que chegar e não ter lugar pra você.
E agora? A espuma tá toda espalhada no chão no meio de tanto sol nesse quarto antigo. E meu último travesseiro você me rouba toda noite enquanto me empurra e vira pra parede pra dormir até o mundo acabar. Já não distinguo dia ou noite, e só conheço urgência. E serenidade. E saudade. Meus espelhos tão todos quebrados mas dessa vez não é assim tão pesado. Porque minhas cicatrizes ainda estão no mesmo lugar de antes. Mas se você parece não se importar, por que eu deveria?
Nada é diferente. Tudo está exatamente no lugar que não deveria estar nunca. Eu estou.
[Guess we'll have to wait and see.]
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Neuquen.
E qual seria a diferença se eu tivesse deixado de lado a porra desse medo gigante, e tivesse dito na sua cara o que você sempre soube e nunca quis ouvir? O que mudaria na nossa vida? Na nossa não, na minha e na sua. Não me diga que foi supresa, porque você tava perto o tempo todo. Porque esse límite estúpido, criado pra evitar dramas e envolvimentos desnecessários só existia no plano da idéias, nas conversas tontas depois de tanto vinho e filosofia inútil. Aqui, no mundo real, a gente vivia de carne e sangue. De olhos, pernas, unhas, e essa falta que a gente fingia que ignorava.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Com a porra da tua vida você faz o que quiser.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Não é dor não, moço. É só saudade.
Tem dia que eu acordo assim, sentindo falta..
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Minha história, meu primeiro amigo.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
a gente recupera.
Não olha pra trás, e vai.
sábado, 23 de abril de 2011
laugh at the sun.
terça-feira, 22 de março de 2011
Mentira.
Eu sinto tanto a tua falta.